Pedro Cirri
psicoterapia
 
 
Sobre Yoga
Newsletter #42 - 10.07.2024
 
No último dia do workshop em São Paulo e já no bate-papo de fechamento, o professor Lino Mieli transformou um diálogo com o ex-praticante em anedota educativa. Segundo Lino, o sujeito veio tirar satisfação numa patética e ao mesmo tempo cômica passada de recibo. Disse que o lema da ashtanga (pratique e tudo virá) era uma tremenda besteira. Num tom de quem apresenta evidência irrefutável, ele teria dito que já havia completado a quarta série (uma sequência de ásanas para poucos humanos e talvez alguns alienígenas flexíveis) e nada havia acontecido. Não havia iluminado. Não acessou o Samadi. Todo aquele investimento de tempo e energia para nada. Jamais voltaria a praticar ashtanga. 
 
Ao relatar o diálogo, Lino franziu a testa, uniu as pontas dos dedos, balançou o punho daquele jeito de italiano debochado e disse “macché samadi??” (em português claro: que porra de iluminação??). 
 
A lição anedótica estava clara. Não estenda o tapetinho esperando alcançar algo. Lembrei de um monge japonês aconselhando os ouvintes a se sentarem na almofada de meditação para nada. Sit for nothing
 
Lino fechou a conversa com uma espécie de alerta-incentivo. “Quer destruir a sua vida? Pratique yoga”. Todos riram. Acho que muitos pela evidente contradição – um professor alertando os alunos contra o seu próprio ofício. Outros devem ter rido por identificação. Eu ri por identificação. 
 
Era um fim de semana em outubro de 2015. Acho que um sábado. Lembro até do que estava usando. Uma bermuda horrível de moletom e uma camiseta polo cinza comprada em Chicago e que eu vestia junto com uma nostalgia do meu tempo por lá. Calçava um Superga surrado com a sola furada, que só podia sair de casa em dias secos, e carregava uma edição de Lobo da Estepe de Herman Hesse. Escolhas conservadoras (no verdadeiro sentido do termo). Afinal, todos aqueles itens falavam sobre uma tentativa desesperada de preservar o que já havia partido. A bermuda medonha, a polo de tecido reforçado que me fazia suar em terras tropicais, o tênis-tradição-familiar, o livro que na juventude havia me empolgado e que agora eu relia num estranho resgate. Eram metáforas, itens-sintomas. Representações psíquicas de algo estrutural. Bandeiras erguidas contra uma mudança que parecia se anunciar. 
 
Essa ânsia conservadora respondia a um incômodo cada vez mais presente. Quanto mais angústia emanava do cotidiano, mais saudosista eu me tornava. Saudosista de algo ainda presente, porém vazio. 
 
As coisas não estavam indo bem. Eu apenas não conseguia nomear, tampouco verbalizar o que havia perdido o sentido. Já não me identificava mais com a profissão de advogado e prolongava uma relação que, graças à minha fobia de intimidade, havia murchado. 
 
Apesar de já estar acostumado ao consultório psicanalítico, fui atrás de outras fontes. Deitava-me com frequência e facilidade no divã, só que fugia dos mergulhos com a mesma desenvoltura. A cada ameaça de aprofundamento, eu fazia uma piada e introduzia outro assunto. Sempre forçando leveza em conteúdos densos. 
 
Lá estava eu, trajado de maneira quase insultante, tocando a campainha da astróloga que minha irmã havia recomendado. Recomendado enfaticamente. De tantas leituras realizadas, a Julia havia se tornado uma espécie de sommelier de mapa astral. 
 
“Nessa, você tem que ir. Mesmo que não acredite em astrologia.” 
 
Descreveu a mulher como se ela estivesse no limiar entre inteligência e paranormalidade. Eu fui. Fui me dizendo que era por mera curiosidade antropológica. Afinal, eu me conhecia, era rato de consultório de psicanálise. 
 
Toquei a campainha, ela me recebeu com um aperto de mão e uma ausência de contato visual. Se sentou e apontou para a cadeira do outro lado da mesa. 
 
Havia recebido os meus dados de nascimento com um mês de antecedência e portanto, estava com o meu mapa astral em mãos. Ainda sem dizer uma palavra, tirou os olhos do papel e me encarou. Agora sim. Olho no olho. Sustentou sem alterar a expressão enquanto eu dava um sorriso constrangido. Estava quase fazendo uma piada, dizendo que, pelo visto, mercúrio estava retrógrado. 
 
- O que você faz da vida?
- Advogo. – já achando curioso que ela não conseguiu ver isso nos astros. 
 
Voltou a me encarar, desceu os olhos até os meus ombros e por fim observou as minhas mãos inquietas. 
 
“Não sei nem o que te dizer.” Balançou a cabeça negativamente e voltou a olhar para o meu mapa astral. Minhas mãos ficaram ainda mais agitadas. Já não dava para dizer que eu estava lá por curiosidade, parar confirmar que aquilo não passava de mero charlatanismo. Estava lá como todos os outros, em busca de respostas. Respostas que, de cara, já não pareciam nada boas.  
 
- Como assim?
- Você está jogando a sua vida fora.
- Mas você nem sabe como eu vivo.
- Não sei? Começou a se sentir angustiado, não tem a menor ideia de como lidar com as suas emoções e veio parar aqui. Se acha inteligente e se esconde atrás disso para não se entregar, para passar essa vida ileso, protegido.   
 
Apenas balancei a cabeça. Afirmativamente. Balancei a cabeça afirmativamente, afinal, de alguma maneira ela conseguiu ler essas informações em mim. Talvez no meu olhar inseguro ou na minha inquietação corporal. Um a zero para a astróloga. 
 
Os desencaixes estavam evidentes. Eu transparecia deslocamento. Ela olhou novamente para mim. 
 
- Você está tenso.
- Estou de boa. – ela ergueu as sobrancelhas como se dissesse “aham, super”. 
 
Por mais que a inquietação estivesse aparente, havia um esforço cotidiano para conservar as bases. Não importava se elas já estivessem corroídas. Era a minha base, a única que eu tinha. Tentava preservar o status quo com mais trabalho, mais uísque e menos tempo e corpo para sentir o desconforto.
 
- Vai mesmo continuar nadando na superfície? É isso que você quer? A superfície? - pensei em dizer que eu fazia pesca submarina com frequência, mas ela claramente não tinha senso de humor. E, para ser honesto, eu já estava começando a levar aquilo a sério. 
 
Saí de lá e fui direto ao bar. Peguei um lugar no balcão e pedi um uísque, copo baixo e gelo. Os primeiros goles e o tilintar dos cubos suavizaram a pancada. Saí de lá dando contornos a um corpo presente mas até então embaçado, meio fantasmagórico. Agora, já não dava para alegar transparência ou camuflagem. Aquilo era uma crise.  Ou, em termos astrológicos, “o retorno de saturno” cobrando coerência da vida com o mapa. Não importa. Era o que era. Uma merda.
 
Na segunda dose, abri o papel amassado contendo algumas anotações. Psicologia, filosofia, yoga, meditação e piano. Uma “to-do list” mística. Só que eu não queria iluminar. Queria apenas abafar uma angústia. E, de alguma coisa, aquela mulher sabia. Resolvi tentar. 
 
Na semana seguinte, fiz uma aula experimental de vinyasa yoga. Terminei os sessenta minutos encharcado, exausto e leve. Extremamente leve, como se o meu incômodo com a completa falta de sentido da minha profissão tivesse perdido a urgência. Ao sair do vestiário e voltar à recepção, assinei um plano trimestral. 
 
Após dois meses de vinyasa, acabei experimentando uma aula de ashtanga. Como eu não sabia a sequência e o professor estava ocupado com outros alunos, fiquei observando a dinâmica antes de receber instruções. A visão daquelas pessoas imersas em movimentos já incorporados me intrigou. Mais do que intrigou, me deu um vislumbre do que me interessava. Deu forma a uma vontade difusa que talvez eu chamasse de intuição. Era aquilo. Havia densidade. Eles pareciam mais íntimos da prática. A relação era antes entre eles e a yoga. O professor era coadjuvante, uma espécie de assistente dessa relação primordial. Com o tempo, fui entendendo a complexidade dessa assistência. 
 
Comecei a aparecer no estúdio com mais frequência. Passei também a dormir mais cedo e, após alguns meses, a me tornar mais suscetível ao álcool e a comidas pesadas. Não por ideologia. Nunca tive nada contra a boemia. Pelo contrário, aprecio a introspecção e a criatividade que vêm com alguns copos de uísque. 
 
Só que o meu corpo chiava. Se bebia na noite anterior, passava a primeira metade da prática arrotando e meio enjoado. Quando jantava algo pesado, acordava indisposto como se não tivesse dormido. 
 
Levava camisa, terno, sapato e gravata para o estúdio, tomava um banho rápido após a prática e saía fantasiado para o trabalho. 
 
Deixei de comer carne. Essa talvez por ideologia. Denunciei a minha própria incoerência. Era por dó dos animais, mas, acima de tudo, era pelo meu hábito de desviar da realidade por conveniência gastronômica. Se eu não estivesse disposto a matar com as minhas próprias mãos, não deveria comer. 
 
Há uma cena no documentário sobre o Anthony Bourdain. Duas, na verdade. Uma seguida da outra. Na primeira, degola uma galinha com uma faca. Ele se mostra afoito, mas não como quem quer acabar com aquele momento e se livrar da aflição. Há uma excitação pela passada de faca no pescoço do animal. Uma excitação que antecede o instante decisivo. Uma vontade de encarar a realidade. Na cena seguinte, ele enfia uma lança no coração de um porco preso em uma rede. Para entrar mais fundo, ele coloca todo o peso sobre a arma, se esforçando para tirar a vida do bicho que não parava de espernear. Tem um segundo de força bruta e violência no olhar dele, logo no momento em que a lança entra mais fundo. Aquilo é coerência. Aquela violência faz parte do alimento. Acho que essa era a busca. Por integridade, numa tentativa de incorporar o ignorado. Fiquei completamente impactado pela cena. Sem juízo negativo. Negativo é virar a cara e fingir que ela não existe, é achar que filés e lombos nascem em prateleiras de supermercados. 
 
Como eu não estava disposto a matar com as minhas próprias mãos, parei de comer. Parei de comer e de almoçar com colegas. Na qualidade de único vegetariano do escritório, caminhava sozinho até um restaurante próximo, um self-service de um simpático hippie paulistano. Tão hippie que, às vezes, ele começava a me fazer massagem enquanto eu almoçava. Não sabia muito como me portar nesses momentos. Fernando era bom de massagem, sabia encontrar os nós nas minhas costas. Ao mesmo tempo, eu não queria dar muitos sinais de que estava aproveitando aquele momento peculiar. Também não queria parecer mal-agradecido. Então, eu ficava quieto, parava de mexer o garfo e a faca, mas também não os largava.  
 
Esse percurso diário até o Maha Mantra, de quinze minutos de ida e quinze de volta, se tornou um ritual. Um tempo só meu, distante dos clientes, das operações e da minha casa que havia se tornado a “nossa casa”. Um tempo com mais espaço que logo passou a ser ocupado por pensamentos antes abafados. 
 
Do instante em que eu pisava para fora do prédio, até me sentar com o meu prato na mesa mais isolada possível, comecei a levar a sério a ideia de sair, a sustentar a realidade de que eu já não queria mais advogar. 
 
Antes, era uma ideia vaga que não podia ser alimentada. Não por escolha. Sequer surgia como um pensamento elaborado. Ficava no campo das sensações e quase nunca subia à consciência. 
 
A terapia, até então indecisa entre desejo de mergulhar e escapismo instintivo, ganhou peso. Peso e profundidade. Já não fazia piada para sair dos assuntos. O que estava quebrado passou a ter fisionomia de quebrado, a ser chamado de quebrado.  
 
Acho que certos momentos da vida são marcados por grandes movimentos psíquicos. Algo acontece, abre-se um espaço e conteúdos viscerais saem da sombra em direção à claridade.   
 
A minha primeira reação foi o senso de urgência. Como se não fosse possível conviver com avarias. 
 
Demorei para me identificar como maior causador daquela pressão. A inquietação nunca deixa a mistura se sedimentar. Tudo parecia estar despejado num único recipiente que não encontrava descanso. Um conteúdo só. Indistinto. A compreensão da falsa urgência trouxe repouso e discernimento. 
 
Olhando para trás e cedendo à tentação de encontrar causa e consequência no passado, sinto que a yoga teve um papel determinante. Traço relações de causalidade, pois realmente acredito. Não. Não se trata de crença. Eu sei que foi. No entanto, jamais diria que yoga é receita para coisa alguma. Pode ajudar, como não pode. Assim como a terapia. 
 
A mim, ajudou. No drama novelesco de Lino Mieli, ajudou a acabar com a minha vida. 
 
Ao sustentar o incômodo e respirar em posturas-torturas, o desespero inicial se dissolve. Você se aproxima do desconforto e compreende esse lugar como habitável. Vai se tornado o que sempre foi, adaptável. A yoga te resgata de um auto-esquecimento. 
 
Já não precisa se agarrar tanto a elementos identitários e a possibilidade de mudar começa a ganhar tração. Talvez eu saiba não ser advogado. Talvez eu só precise respirar nessa nova postura. Talvez eu sobreviva a um término e sustente a solidão. 
 
Yoga pode aproximar o distante e ampliar os possíveis. 
 
Sua profissão pode deixar de te definir e voltar a ser um ofício. Sem depreciar o trabalho, mas devolvendo-lhe a medida correta, desinflada. 
 
Seu relacionamento pode voltar a ser um encontro impermanente, livre de cargas alheias e com toda a dignidade de uma escolha diária. 
 
Yoga pode resgatar a essência da vida – o tempo. Ao perceber o horizonte como finito, o passado como irrecuperável e o futuro como inadiável, você se reapropria das escolhas. Quer dizer, você pode ou não. Há um convite. A lembrança de que você é adaptável, de que você não depende disso que lhe cerca, amplia o leque e te devolve a escolha. 
 
Num bate-papo com um professor, ele comparou a prática com o ato de dobrar uma barra de ferro. De criar maleabilidade e não deixar as certezas se assentarem. 
 
Acho que foi exatamente isso, junto com a possibilidade de dar nome aos incômodos em terapia, que possibilitou mudanças estruturais. 
 
Nove anos se passaram. Os primeiros de términos e inícios. Ou ensaios de inícios, num lento redirecionamento por tentativa e erro. E se não fosse pela prática, seria difícil suportar a indefinição. Acho que teria cedido à aflição e me agarrado a algo sólido ao invés de me deixar levar. Suavizou (um pouco) a minha crônica impaciência. Comecei a entender que, assim como os ásanas, os processos têm um tempo próprio. Que a expectativa e a imposição apenas trazem dor e desânimo. 
 
Os últimos anos foram de sedimentação. Feito o movimento, os espaços parecem mais encaixados. É nesse período de cultivo que passei a questionar o efeito da yoga. Se essa prática tem mesmo o seu lugar em todos os momentos de vida. Se os ásanas me distanciam do enraizamento que agora eu busco. Afinal, eles me tornam maleável, adaptável, mais próximo de uma quase autossuficiência. Um protótipo enfraquecido de Diógenes, o homem-cão, que quando abordado por Alexandre, o Grande, respondeu que não precisava de nada, apenas que o imperador saísse da frente do sol. 
 
Se é tão propícia para te libertar de noções identitárias, daquilo que você acha que é e que te define, como essa mesma prática te impulsionaria a se tornar o que você quer se tornar? 
 
Após cada savasana, sou tomado por uma calma que deve ser o mais próximo possível ao estado intrauterino. Claro, uma calma que vai se diluindo ao longo do dia, mas que, ainda assim, preserva uma tranquilidade residual. Fico menos inquieto. 
 
Só que a energia de realização pressupõe uma certa inquietação. Chul Han, em “No Enxame” aponta que “cólera” é a primeira palavra da Ilíada. Uma cólera que estrutura, aviva e dá o ritmo da narrativa, impulsionando todas as ações daquela epopeia. A energia criativa nasce de uma desassossego existencial, seja para mudar ou compreender o status quo.  
 
Ou teriam distintos modos de se praticar? Outras maneiras de se realizar a mesma sequência, só que obtendo diferentes estímulos. Acho que essa seria a resposta de alguém muito convencido pelo método. E talvez exista mesmo um modo que me traga solo firme e mais ímpeto de ação. Soa estranho pensar que um kapotasana me aproximaria deste lugar, mas vai saber. A cada Kapotasana, eu me sinto criando coragem e pulando de um abismo. Quando saio desse martírio, há uma plenitude de quem voltou de uma experiência quase-morte. Uma plenitude muito distante do fogo que avança e atropela obstáculos. 
 
Ainda assim, esse argumento sobre diferentes maneiras de se praticar me levanta suspeitas. Uma desconfiança direcionada a mim mesmo. Afinal, eu me dou essa resposta, tentando me apegar àquilo que incorporei à minha identidade.   
 
Talvez não tenha percebido a ambiguidade e as armadilhas que vêm com o aprofundamento e com a lida mais íntima. Acredito que yoga, acima de tudo, é um instrumento para você se apropriar da sua vida. Ao ajudar no processo de libertação de compromissos identitários, ao se perceber menos definido, mais flexível, mais aberto a possibilidades, você retoma a sua autonomia. O risco é se envolver demais com esse instrumento, não conseguir se ver longe do tapetinho, chamar aquele estado de quase completude de “sua essência”, trocar os meios pelos fins e confundir a vestimenta com a sua própria pele. 
 
Sartre criou o termo “má-fé” para descrever uma fuga existencial. Uma modo sorrateiro de encobrir a sua própria liberdade, num auto-engano de quem quer se ver como um objeto no mundo, dotado propriedades, limitado por aquilo que lhe define. Ele descreve um garçom que se movimenta entre as mesas com uma destreza de garçom, que sustenta a bandeja de um jeito rígido e pomposo, que fala como garçom, que age como se ele não fosse outra coisa, a não ser garçom.
 
Quanto mais potente é uma atividade, maior o risco da perda de si. O que de início te proporciona autonomia pode servir como lugar de fuga.  
 
Talvez esse seja o processo de uma vida. Se apropriar da prática com o distanciamento de quem preserva sua autonomia. Talvez momentos de afastamento ou mudança possibilitem uma lida mais saudável, devolvendo a convicção de que aquilo é uma escolha. 
 
Quando me lembro da anedota do Lino Mieli e do monge japonês, a prática se livra dos entulhos e volta a ser o que é – um instrumento. Um convite para observação. Nada além disso. 
 
O problema é que eu quase nunca me lembro disso. 
 
Confesso que tenho praticado por certa dependência. Ao mesmo tempo em que acho que dependo, a continuidade tem incomodado. Há, novamente, uma sensação de desencaixe e medo de mudança.  
 
Chamo de dependência o que é uma impressão de dependência. Um achismo ainda não testado. O que, no fundo, é ausência de investigação. Uma prática de muitos ásanas e pouca yoga. 
 
 
Caso tenha alguma dúvida e/ou queira discutir a assunto, fale comigo.
 
 
Pc.
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