Newsletter Mundo CX
Edição 101
A experiência do cliente é o conjunto das percepções e dos sentimentos do consumidor causados por uma ou mais interações com os colaboradores, sistemas, canais, serviços e produtos de uma empresa
 

 
Tudo bem com você? Espero que sim.
 
Vamos lá?
 

 
 

 
Métricas
 
Muito do que se fala em CX costuma vir de exemplos de empresas mais avançadas no tema, mas no Brasil muitas delas ainda precisam começar a fazer o mais básico como mostra o 83% das PMEs desconhecem como os clientes avaliam a experiência de compra:
 
“Grande parte dos empresários acredita que o cliente vai reclamar naturalmente quando algo der errado ou que a proximidade do dia a dia já é suficiente para entender sua percepção sobre a empresa. Além disso, também é comum existir um receio de receber críticas e descobrir problemas que precisarão ser corrigidos, mas não fazer a pergunta não significa que esses problemas não existam”.
 
“É preciso definir método, frequência e indicadores para transformar essas informações em decisões de gestão”, orienta. Segundo ele, alguns indicadores que podem servir como ponto de partida são: NPS, taxa de recompra, churn, recorrência, número de indicações, tempo de resposta, taxa de resolução de problemas, avaliações em plataformas digitais e os principais motivos de reclamação registrados pelos clientes.”
 
Mas também não adianta apenas implantar métricas, tem que fazer certo ou podem surgir problemas como explicado no excelente Ever Heard of the Experience Tax? | versão em português:
 
“Considere o Dead-End Loop, um cenário que todo profissional de comércio teme. Um cliente pesquisa por uma "jaqueta de trilha impermeável". O algoritmo de descoberta, buscando maximizar o retorno publicitário, exibe um anúncio patrocinado de uma capa de chuva comum, sem respirabilidade. O cliente clica, percebe que o tecido não é o adequado, clica no botão de voltar e é imediatamente confrontado por um pop-up do time de Checkout oferecendo "10% de desconto", antes mesmo de a página recarregar. Esse time conseguiu capturar um endereço de e-mail, mas a equipe de busca perdeu definitivamente um comprador com alta intenção de compra.
 
Nenhuma dessas equipes está agindo de má-fé, nem seus algoritmos estão falhando. Elas estão simplesmente fazendo exatamente o que a estrutura de incentivos da organização as orientou a fazer: otimizar sua métrica local. No entanto, a soma dessas otimizações localizadas resulta em uma experiência do usuário desconexa e desgastante.”
 
Cada área se preocupando com suas métricas e o cliente recebendo uma experiência. Esse problema é bem comum.
 

 
Números
 
E por ser uma situação que acontece sempre ela acaba gerando estatísticas como as listados pelo Consumidor brasileiro em números 2026:

"52% dos consumidores brasileiros afirmam ter deixado de usar ou comprar de uma marca após uma experiência ruim com produtos ou serviços, e 29% pararam especificamente por causa de atendimento ruim."
 

 
Atendimento
 
Um artigo bem relevante, o Omnichannel não resolveu — e pode estar aumentando o problema detalha a situação atual de algo que achávamos que viria para amenizar algumas dores dos clientes, mas que até agora não deu muito certo:
 
“O ponto central é que o omnichannel nunca foi sobre presença. Sempre foi sobre continuidade. E continuidade exige algo que a maioria das empresas ainda não construiu: orquestração.
 
Orquestrar não é apenas integrar sistemas, mas conectar dados, contexto e decisão em tempo real. É garantir que cada interação carregue inteligência suficiente para dar sequência à jornada, independentemente do canal. E, principalmente, transformar um conjunto disperso de ferramentas em um sistema coeso de comunicação.”
 
Um outro artigo traz o que talvez seja a peça que falta ao omnichannel. O tema central do Why Opti-Channel Fixes What Omni-Channel Missed (sem versão em português) são cinco pilares para criação de jornada de atendimento mais focada no contexto do cliente do que nos canais que ele entra em contato:
 
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E conclui:
 
“O verdadeiro teste é simples: quando um cliente muda de canal, a experiência avança ou recomeça do zero?
 
Enquanto as empresas não conseguirem responder bem a essa pergunta, o omnichannel continuará sendo mais uma promessa do que uma prática real. O futuro não reside em ter mais canais. Reside em melhor discernimento. Melhor continuidade. Melhores transições.
 
E, finalmente, em uma estratégia que trate o cliente como uma única pessoa, e não como seis chamados distintos.”
 

 
Estratégia
 
Há muitos e muitos anos a Disney é considerada uma das empresas que melhor representam a cultura de CX, principalmente nos seus parques. Esse vídeo explica com muitos detalhes como essa magia acontece:
 
 
Algumas coisas, como o que se vivencia lá na Disney são bem visíveis, mas outras são silenciosas e contam muito na experiência do cliente como demonstra o A arte de desaparecer: por que a melhor operação é a que o cliente nunca percebe:
 
“Nenhum cliente agradece por um pagamento processado sem erro, ou escreve uma avaliação de cinco estrelas porque a assinatura renovou no dia certo, sem cobrança duplicada. Esse silêncio não é desinteresse: é o resultado mais raro que uma operação pode entregar, a ausência de motivo para reclamar.”
 
“Weiser falava de computadores, mas descreveu o padrão de toda operação madura: quanto menos ela exige atenção do cliente, mais profundamente ela cumpre sua função. A excelência operacional não é aquilo que o cliente elogia. É aquilo que ele nunca chega a notar, porque simplesmente funcionou.”
 

 
CX por aí 😅
 
Pois é…
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Para refletir
 
Um excelente insight para gerar melhorias em CX:
 
"As perguntas têm um poder curioso de destravar novas percepções e mudanças de comportamento positivas em todas as áreas das nossas vidas. Elas podem tirar as pessoas do lugar comum e abrir novos caminhos para o progresso, não importa qual seja a dificuldade."
 
 
 

 
É isso. Espero que a newsletter tenha sido útil para você. A próxima edição será enviada no domingo dia 13 de setembro. Até lá!
 
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